sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Beira do Leito

Verdade é que nunca auscultei nada igual.
Parecia ter um pedaço do intestino no coração. Fazia borborigmos. Juro.

Beira do Leito

Beira do leito. Termino de auscultar o paciente, e meu colega:
- Rafaela, tu ouviu um troço SUPER ESTRANHO no ictus?
Olhei pro colega. Olhei pro paciente. Olhos arregalados (ou melhor, olho direito arregalado, que o lado esquerdo paralisou depois do AVC), esperando minha resposta. Olhei pro meu colega. Olhei pro paciente.
Decidi pela medida paternalista. Acarinhando o braço do doente, eu:
- Ah, mas ele vai fazer cateterismo hoje, né, seu Pedro?

Cada situação.

A Mulher do Cachorro Nina - reataque

Quinta-feira pós Carnaval. 17h, bateu soninho depois da aula. Fui tirar um cochilo.
- NINA! NINA! OHHHH! Linda da mamãe!
Não, não podia ser.
Fui pra janela. Incrédula.

- Pega a garrafinha! Aqui! (som de garrafa rolando) Aqui, Nina! Ai, coisa mais linda! Zen! Zen! Olha o Zen! Eu vou te pegar! Eu vou te pegar! Coisa fofa! Sai da chuva, vai te sujar. NINA! NINA! Não foge! Ai, meu deus!

Espumando de raiva, liguei pra namorada.
- Alô? Tu não vai acreditar, aquela mulher do cachorro Nina não pára.

Estranhamente, também chamavam o cachorro Nina do outro lado da linha.

... Ela na frente do meu prédio. Era uma surpresa. Estraguei. Não tem nada a ver com o cachorro Nina, mas olha aí no que deu.

A Mulher do Cachorro Nina

Quarta-feira de cinzas, sento pra estudar antiparasitários. "No caso de infecção por P. falciparum,..."
- NINA! NINA! Ohhh, meu bebê! NINA! NINA!
Por um instante tentei continuar lendo. Mas o cachorro Nina parece ser mesmo um traquinas.
- NINA! NINA!
Fui pra janela. Encarei. Mas a mulher do cachorro Nina não olhava pra cima.

Nisso veio outra mulher, fazer festa pro cachorro Nina (hoje em dia é assim).

Não deram 5 minutos, havia DUAS MULHERES gritando pelo cachorro Nina. Insuportável.

Vizinhos

Dia desses, acordei serena numa manhã tranqüila. Desço as escadas do prédio e lá está um CONE. "O dono do cachorro que aqui urinou, tome uma providência". No chão outro papel caprichadíssimo DO LADO do lugar onde o cachorro mijou. Só faltou ter uma FLECHA.

Recentemente roubaram uma planta que eu deixei pegando um sol no pátio do prédio. Pois é. Vou pegar um CONE e colocar um vasinho do lado. "Quem roubou essa planta (desenho ilustrativo) favor recolocá-la AQUI (flecha)".

Vizinhos

Saco. Acabou o feriadão, começou o ano. Toda essa gente farofeira do prédio do lado voltou, e estou sem meus tampões de ouvido.
Continuando assim, declararei GUERRA. Ainda tenho uns ovos na geladeira.

Que radical,que nada. A namorada faz o mesmo quando os cachorros alheios latem muito. Funciona.
O problema é que os cachorros começam a ter preferências.Lambem o ovo atirado, ocultam a revolução. E, latindo mais, exigem filés.